Na
última edição eu te disse que VOCÊ
TAMBÉM É ESCRITOR, lembra? Falei que isso é possível porque todos nós
conhecemos a palavra, seja ela falada ou escrita, importando, então, que você
faça bom uso dela.
Como prometido, quero
apresentar nesta edição alguns princípios da escrita que te ajudarão a entender
(ou quem sabe rever, caso você já se considere escritor) como você pode fazer
melhor proveito da palavra.
1. PRINCÍPIO: Quem quer escrever precisa ler e/ou ouvir.
Já é clichê dizer
que um bom escritor é antes um bom leitor. Mas fazer o quê se é verdade!? Você
precisa sim ler para escrever. Ler de tudo um pouco: receitas, romances,
dissertações, bula de remédio, etc. Calma! Eu não quero te deixar ansioso. Não
quero que você saia por aí devorando livros. Há quem possa ler um livro de100
páginas em um dia, há quem o leia em um mês. Nem todos têm o mesmo tempo e
disposição. Mas, sempre que possível, no metrô, na fila do banco, no banheiro,
leia algo. Pode ser um escrito curto, não necessariamente um livro. Certo?
Diante da nossa
realidade mais tecnológica e midiática, tendo a internet como nossa aliada,
também podemos enriquecer nosso vocabulário através do ouvir. A leitura ainda é
sim cheia de boas consequências, mas já ouviu aquele ditado “ melhor feito que
bem feito”? Então: se você não pode parar para lê, pare para ouvir. Ouça
podcasts, vídeos no YouTube, poemas declamados, pregações, palestras; enfim,
possibilidades de enriquecer seu léxico não faltam.
2º PRINCÍPIO:
A reescrita faz parte
do processo de escrita
Você não precisa se
satisfazer com a primeira escrita! Muitos ainda acham que o texto tem que ser
perfeito logo de primeira. Eu tenho escritos de cinco anos que ainda os reviso/
edito hoje, textos que ainda sinto a necessidade de mudar. A pressa por ter um
texto pronto pode trazer irreversíveis problemáticas. Parafraseando, já dizia
Machado de Assis que o melhor amigo do escritor é a tesoura.
3º PRINCÍPIO: A palavra é mais
importante que a ideia
Sente, trabalhe na
escrita e tenha disciplina. O que garante um bom livro não é a ideia em si, mas
as palavras. Ideias geniais não garantem bons livros, mas sim a forma como você
usa as palavras para transmitir as ideias.
Gosto de uma frase de Manuel Bandeira que diz: "A poesia está
em tudo – tanto nos amores quanto nos chinelos, tanto nas coisas lógicas como
nas disparatadas".
O
que faz o texto não é o assunto ideal, mas a roupagem que você dá ao assunto, o
jogo de palavras, o uso delas.
Agora,
solta a imaginação!

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